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E lá vamos nós

Olá! Sejam bem-vindos ao meu blog! Ao meu novo blog. Bom, este não é o primeiro blog que eu começo. Por volta de 2002 e 2003, eu criei meu primeiro blog. Era um espaço no qual eu desabafava e compartilhava meus gostos do momento. Ao mesmo tempo que aqueles anos não foram fáceis, também tive meus momentos de alegria; escrever no meu blog era parte destes momentos. Ao contrário de hoje, eu era mais aberta a me expressar e, às vezes, tenho saudade deste tempo. Essa saudade me fez sentar aqui, pensativa, e decidi começar um blog novamente. Entre o primeiro blog e este, eu tive um que criei por causa dos meus livros. Bom, eu escrevo livros. Não tenho nome conhecido nessa área, mas mesmo assim, sigo devagar nela. Mas enfim, eu tive um blog dedicado aos meus trabalhos com os livros e meus desenhos. Ele não tinha muitas dessas coisas do dia a dia que pretendo compartilhar aqui. E em paralelo a este blog, tenho outro voltado a um material que criei ligado ao jogo de videogame chamado Soulcalibu...

Conto: O Azul Infinito

O Azul Infinito Gisele Bera Bizarra Era uma noite de verão. O céu estava estrelado e a lua que vigiava o sono das pessoas naquele dia era crescente. No meio de seu descanso, uma jovem se mexia para lá e para cá na cama totalmente incomodada com o calor. Quando finalmente parou, de barriga para cima, abriu os olhos e fez uma careta de desgosto. Ela só queria dormir. “Vamos tentar de novo”, ela pensou, enquanto ajeitava o ventilador, deitava-se de lado e fechava os olhos. Ali ela ficou parada por aproximadamente 10 minutos até que desistiu e se levantou. Não era apenas o calor que a impedia de dormir, mas também alguns questionamentos. Ela carregava medos e receios de seu dia a dia, para os quais não encontrava saídas. Quando fechava os olhos, via-se em um longo corredor cheio de portas fechadas e se culpava. Se cada porta fosse uma oportunidade, por que ela não conseguia abrir nenhuma? Era sempre aquele mesmo corredor e, quando ela tentava abrir qualquer porta, esta se afastava. Cansada...

Figurinhas 2025 - 2026

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Olá, pessoal! Este mês eu comecei uma brincadeira de fazer figurinhas com alguns personagens de jogos de videogame e vou estender para outros personagens também. Porém, como escolher o que vou desenhar vai me deixar com muitas dúvidas, decidi criar um formulário para que vocês me ajudem a escolher quais personagens desenhar. Para saber como vai funcionar, deixo abaixo as duas primeiras figurinhas que fiz. Vocês irão me ajudar a partir da terceira. Abaixo segue o link para o formulário com duas perguntinhas. Deixe sua sugestão e compartilhe com seus amigos. Formulário Figurinhas 2025 - 2026

Contando as horas

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Eu tento não fazer nada que remeta a contar as horas, mas não consigo evitar fazer risquinhos no calendário a cada dia que passa. Cada quadradinho à frente é um dia a menos, é um dia mais próximo de ficar um período afastada para colocar a cabeça no lugar, de novo. Acho que estou sempre precisando colocar a cabeça no lugar. Eu queria encontrar uma palavra no dicionário que resumisse tudo o que é estar aqui hoje. É por amor? Não sei. É pelo dinheiro? Bom, todos precisam se sustentar. Só sei que este lugar está tomando distância do que eu imaginava que era quando criança. E todo final de ano fica cada vez mais evidente. O tempo no qual, não importava como você levasse o ano, o objetivo era seguir em frente, para o próximo ano. Se tivesse sido displicente o ano inteiro, colhesse o que plantaste. É uma lição universal. O que você planta, colhe. Hoje não plantam nada e ainda ganham parte da colheita para o próximo ano. “Eu que plantei, ganhei minha passagem para o próximo ano com esforço. E...

Na onda do Tiktok, eu volto ao blog

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Teve uma vez, em sala de aula, que eu estava observando como os alunos estavam realizando as atividades da plataforma digital e, neste dia, o uso do celular para fins pedagógicos foi liberado. Como sempre, há aqueles que não seguem as orientações e foi o que fiquei observando. O aluno baixou a cabeça sobre a carteira, mas uma das mãos estava embaixo dela segurando o celular. Eu não conseguia identificar exatamente o que ele estava vendo, mas deduzi que fosse o TikTok pelo jeito que ele usava o polegar pra empurrar os vídeos para cima. Aquele polegar empurrando os vídeos para cima me fez pensar. Se para ele era distração, pra mim era um sinal de alerta. Na hora, chamei a atenção, mas hoje meu pensamento em união com este blog está sendo outro. Na onda da velocidade do Tiktok, eu escolhi voltar a escrever em blog. Imagem gerada no Gemini (infelizmente eu não consegui desenhar algo para ilustrar o texto) Os tempos mudam, eu sei, mas eu não consigo deixar de pensar no quão viciosa algumas ...

Torneios e Medalhas

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Esta postagem está um pouco atrasada, eu sei, afinal, o ocorrido foi dia 11 de outubro. Porém, só hoje consegui sentar aqui com calma para falar sobre o evento além do pouco que já divulguei na internet. Hoje eu gostaria de falar sobre o evento UnityCon, que aconteceu na Fatec da minha cidade, Itapetininga. Aqui não tinha muitos eventos de anime, mangá, RPG e elementos geek, mas agora estamos sendo agraciados por vários eventos. Neste do dia 11 de outubro eu resolvi ir para sair um pouco de casa. Pensei “vou lá dar uma olhada nas lojinhas, estandes e demais atrações, comer alguma coisa diferente e voltar para casa”. No fim, acabei entrando na sala onde teria os torneios de Street Fighter 6 e Tekken 8 e fiquei o dia inteiro lá. Apesar de trabalhar em escola, eu tenho um certo problema pra interagir com as pessoas fora desse contexto. Com certa timidez, acabei perguntando para o pessoal se eu podia fazer algumas partidas no Freeplay. Sabe o que é criar coragem? Eu tive que criar coragem ...

O valor dos dias simples

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Esses dias eu vi um beija-flor na cerejeira que tem na frente da janela do meu quarto. Eu parei o que estava fazendo e fiquei um tempo olhando para ele, até que se foi. O tempo estava bonito lá fora. O sol iluminando as folhas da árvore as deixavam com um verde vivo. Vários pássaros passam por ali: bem-te-vis, sabiás, rolinhas, maritacas e os beija-flores. Fiquei pensando “quero sair”, mas o que fiz depois de contemplar a natureza foi voltar minha atenção para o computador para fazer o trabalho que ninguém vê. São poucos os que reconhecem a minha profissão. Eu queria poder me desligar totalmente dela quando em casa, mas eventualmente estou sentada frente ao computador trabalhando no que vou usar no trabalho. E ainda corro o risco de tudo no que trabalhei dar errado no trabalho. E os dias simples correm lá fora pela janela. Enquanto isso, preciso bater metas, lidar com a burocracia e a falta de educação. Bom, que emprego não tem seus altos e baixos? Mas enquanto isso, os dias simples co...

Conto: Burnout

Burnout Gisele Bera Bizarra Quando ela abriu os olhos, encontrou sua coordenadora a chamando. Era uma mulher baixinha e loira que falava com uma voz rouca. Por instantes que pareceram uma eternidade, a secretária pegou no sono e não ouviu a ordem que a chefe havia passado. – Perdão. O que disse mesmo? – perguntou a secretária, uma jovem de cabelos coloridos, um rabo de cavalo e óculos de armação grossa. – Você precisa prestar mais atenção no que eu falo – reclamou a coordenadora. – Como eu estava dizendo, você precisa criar um novo endereço de e-mail para a empresa. Na verdade, seria para você receber os e-mails no meu lugar e separá-los por ordem de prioridade. Faça isso e depois me passe o endereço que criar. – Certo – respondeu a secretária. Tão logo deu a ordem, a coordenadora deixou a sala com sua bolsa de mão, o que logo fez a secretária pensar que ela iria sair e não voltar mais. Sempre que ela dava uma ordem e saía com a bolsinha, não voltava mais. Com a saída, a secretária se ...