Não é da minha conta

Segunda eu fui ao cinema assistir ao Morro dos Ventos Uivantes. Já tinha comprado o ingresso alguns dias antes. Não gosto de decidir nada em cima da hora e fico azeda com esse tipo de coisa. Enfim... Fui ao shopping quase uma hora antes porque queria comer alguma coisa por lá. Peguei o que queria comer e me sentei na praça de alimentação. Quando faço isso, gosto de observar as pessoas. Como sempre tive dificuldade em socializar, me acostumei a observar.


Eis que, de repente, aparece uma mulher, provavelmente a mãe, com duas meninas passando próximo às mesas. Uma delas estava de mãos dadas com a mãe e usava aquelas luvas sem dedos e uma máscara de raposa. Diferente? Sim. Estranho? Talvez não... É época de carnaval. Vai ver vieram de uma festa e a menina tava usando a máscara ainda. A menina era alta, mas devia ser bem nova. Criança é assim mesmo.

Mas aí virei minha cabeça para o outro lado e vi um casal de adolescentes (lá vem!). O menino levou uma das mãos à boca no melhor estilo "tô chocado!" e começou a rir junto da menina, apesar de ela ter dado menos atenção que ele à máscara de raposa que já tava lá do outro lado. Não o bastante, eles foram até uma das mesas próximas à MilkMoo, cumprimentaram outro casal novo e o menino apontou na caruda para o outro lado da praça de alimentação, rindo.

Não era da minha conta, mas aquilo me incomodou de certa forma. Imagina um caipirão desse andando em Sorocaba ou São Paulo, apontando para qualquer um diferente dele, dando risada. Por mim, não andando pelado ou semipelado por aí, não é da minha conta. 

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