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Na onda do Tiktok, eu volto ao blog

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Teve uma vez, em sala de aula, que eu estava observando como os alunos estavam realizando as atividades da plataforma digital e, neste dia, o uso do celular para fins pedagógicos foi liberado. Como sempre, há aqueles que não seguem as orientações e foi o que fiquei observando. O aluno baixou a cabeça sobre a carteira, mas uma das mãos estava embaixo dela segurando o celular. Eu não conseguia identificar exatamente o que ele estava vendo, mas deduzi que fosse o TikTok pelo jeito que ele usava o polegar pra empurrar os vídeos para cima. Aquele polegar empurrando os vídeos para cima me fez pensar. Se para ele era distração, pra mim era um sinal de alerta. Na hora, chamei a atenção, mas hoje meu pensamento em união com este blog está sendo outro. Na onda da velocidade do Tiktok, eu escolhi voltar a escrever em blog. Imagem gerada no Gemini (infelizmente eu não consegui desenhar algo para ilustrar o texto) Os tempos mudam, eu sei, mas eu não consigo deixar de pensar no quão viciosa algumas ...

Torneios e Medalhas

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Esta postagem está um pouco atrasada, eu sei, afinal, o ocorrido foi dia 11 de outubro. Porém, só hoje consegui sentar aqui com calma para falar sobre o evento além do pouco que já divulguei na internet. Hoje eu gostaria de falar sobre o evento UnityCon, que aconteceu na Fatec da minha cidade, Itapetininga. Aqui não tinha muitos eventos de anime, mangá, RPG e elementos geek, mas agora estamos sendo agraciados por vários eventos. Neste do dia 11 de outubro eu resolvi ir para sair um pouco de casa. Pensei “vou lá dar uma olhada nas lojinhas, estandes e demais atrações, comer alguma coisa diferente e voltar para casa”. No fim, acabei entrando na sala onde teria os torneios de Street Fighter 6 e Tekken 8 e fiquei o dia inteiro lá. Apesar de trabalhar em escola, eu tenho um certo problema pra interagir com as pessoas fora desse contexto. Com certa timidez, acabei perguntando para o pessoal se eu podia fazer algumas partidas no Freeplay. Sabe o que é criar coragem? Eu tive que criar coragem ...

O valor dos dias simples

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Esses dias eu vi um beija-flor na cerejeira que tem na frente da janela do meu quarto. Eu parei o que estava fazendo e fiquei um tempo olhando para ele, até que se foi. O tempo estava bonito lá fora. O sol iluminando as folhas da árvore as deixavam com um verde vivo. Vários pássaros passam por ali: bem-te-vis, sabiás, rolinhas, maritacas e os beija-flores. Fiquei pensando “quero sair”, mas o que fiz depois de contemplar a natureza foi voltar minha atenção para o computador para fazer o trabalho que ninguém vê. São poucos os que reconhecem a minha profissão. Eu queria poder me desligar totalmente dela quando em casa, mas eventualmente estou sentada frente ao computador trabalhando no que vou usar no trabalho. E ainda corro o risco de tudo no que trabalhei dar errado no trabalho. E os dias simples correm lá fora pela janela. Enquanto isso, preciso bater metas, lidar com a burocracia e a falta de educação. Bom, que emprego não tem seus altos e baixos? Mas enquanto isso, os dias simples co...

Conto: Burnout

Burnout Gisele Bera Bizarra Quando ela abriu os olhos, encontrou sua coordenadora a chamando. Era uma mulher baixinha e loira que falava com uma voz rouca. Por instantes que pareceram uma eternidade, a secretária pegou no sono e não ouviu a ordem que a chefe havia passado. – Perdão. O que disse mesmo? – perguntou a secretária, uma jovem de cabelos coloridos, um rabo de cavalo e óculos de armação grossa. – Você precisa prestar mais atenção no que eu falo – reclamou a coordenadora. – Como eu estava dizendo, você precisa criar um novo endereço de e-mail para a empresa. Na verdade, seria para você receber os e-mails no meu lugar e separá-los por ordem de prioridade. Faça isso e depois me passe o endereço que criar. – Certo – respondeu a secretária. Tão logo deu a ordem, a coordenadora deixou a sala com sua bolsa de mão, o que logo fez a secretária pensar que ela iria sair e não voltar mais. Sempre que ela dava uma ordem e saía com a bolsinha, não voltava mais. Com a saída, a secretária se ...

Qual é a sua experiência com a religião e espiritualidade?

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Eu fui criada na religião católica, fui batizada e fiz a 1ª comunhão. Porém, não me esqueço até hoje do dia em que eu estava num retiro e, em confissão, disse ao padre que estava me sentindo uma alienígena ali. Aliás, já na catequese eu sentia que não estava no meu lugar. Mais velha, eu resolvi não fazer crisma. O tempo foi passando e eu acreditava em Deus, mas as crenças definidas, situações com pessoas e suas hipocrisias e outras coisas me afastaram de tudo. Eu só acreditava em Deus. Lá pelo início dos anos 2000, até a crença em Deus começou a ser questionada. "Se Deus existe de verdade, por que não me ouve? Por que as coisas estão assim?" E aí eu comecei minha busca por algo que me completasse. Eu li sobre Wicca, Espiritismo... O tarot se tornou uma ferramenta atraente para mim, apesar de não estudá-lo como estudo hoje. O Espiritismo me trouxe mais respostas que a religião católica, mas eu também não me senti instigada a frequentar centros espíritas. Fui apenas uma vez. Ma...

Conto: Conexão Instável

  Conexão instável Gisele Bera Bizarra Todo dia, naquele mesmo horário, ele estava lá. Na porta. Era uma sexta-feira muito quente. No céu não havia nenhuma nuvem, apesar de o tempo todo a previsão do tempo dizer que logo, logo choveria. Dava pra ver até o calor subindo do asfalto se você prestasse um pouco de atenção. Abanando-se com um leque improvisado feito de folha de caderno, uma garota caminhava ofegante no seu caminho rotineiro de volta para casa da escola. Alguns outros jovens da escola seguiam pela mesma rua, mas ela não queria muita conversa naquele momento. Tudo o que ela queria era voltar para casa e se sentar frente ao ventilador. Porém, foi depois de alguns minutos de caminhada que o motivo dela para seguir aquele caminho todos os dias realmente apareceu. Tudo bem. Ela queria, de verdade, se refrescar na frente do ventilador, mas o motivo real, o real mesmo, estava se aproximando a cada passo que ela dava: o menino da porta. Havia uma casa simples cujas janelas e port...

O que mudou em mim nos últimos meses

Hoje resolvi tirar um pouco a poeira do blog e confesso que estava sem ideias sobre o que escrever. Assim, acabei pedindo uma ajudinha ao ChatGPT sobre alguns temas, e um deles foi este que vocês viram no título: "O que mudou em mim nos últimos meses? Depois de muito pensar, voltar atrás e refletir, este ano eu decidi deixar de ser coordenadora de área na escola. Para decidir por essa mudança, eu tive que mudar algumas coisas em mim. Quando me foi oferecido o cargo, pensei que um desafio novo fazia parte da vida e evoluir dentro de uma área seria legal, aprender coisas novas e por aí vai. Porém, trabalhando como coordenadora, eu vi que preciso aprender muito a lidar com meus próprios sentimentos com relação às pessoas. Ao longo de aproximadamente quatro anos, eu tive que lidar com todo tipo de gente e, não sabendo lidar bem com meus próprios sentimentos, acabei deixando que coisas que não posso controlar me afetassem. Foi desde ver pessoas te detonando para a gestão pelas costas a...